No último dia 12 de abril, a UNIESAMAZ realizou a palestra “Letramento Racial Indígena na Amazônia”, um encontro que marcou a construção de diálogos significativos entre a instituição de ensino e os povos originários da nossa região. A atividade foi pensada para fortalecer a reflexão sobre diversidade étnica, direitos indígenas e práticas de respeito à cultura local, especialmente no contexto da formação em saúde.
A partir dessa experiência enriquecedora, a Turma B do primeiro ano do curso de Medicina produziu um trabalho que evidencia o entendimento e o compromisso dos estudantes com uma medicina mais humana, justa e antirracista.
Em seu trabalho, os acadêmicos destacaram que o Brasil abriga mais de 305 etnias e 270 línguas indígenas, reforçando que não existe apenas um "povo indígena", mas uma vasta multiplicidade de modos de vida, saberes e culturas. Reconhecer e respeitar essa diversidade é fundamental para garantir um cuidado em saúde mais eficaz e culturalmente sensível.
Os estudantes também ressaltaram a importância de movimentos como o Acampamento Terra Livre (ATL), a maior assembleia dos povos e organizações indígenas do Brasil, realizada anualmente desde 2005. O ATL é um marco na luta indígena e contribuiu para a criação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), fortalecendo a mobilização nacional e o reconhecimento dos direitos dos povos originários.
Neste mês em que é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, os alunos reafirmaram seu compromisso com o letramento racial indígena, reconhecendo a necessidade de aprender com os povos originários para construir uma prática médica mais empática, inclusiva e transformadora.
Com essas iniciativas a UNIESAMAZ reforça seu compromisso de formar profissionais preparados para atuar com sensibilidade, respeito à diversidade e compromisso social, entendendo que a construção de um futuro melhor passa, necessariamente, pela valorização dos saberes ancestrais e pela promoção da equidade.
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"No Brasil, existe uma enorme diversidade indígena: são mais de 305 etnias e mais de 270 línguas faladas. Isso demonstra que não existe um único ‘povo indígena’, mas sim uma multiplicidade de modos de vida, culturas e saberes. Reconhecer essa diversidade é essencial para garantir um cuidado em saúde mais respeitoso, eficaz e culturalmente sensível.
Essa valorização também passa por conhecer e apoiar iniciativas como o Acampamento Terra Livre (ATL), a maior assembleia dos povos e organizações indígenas do Brasil, realizada anualmente desde 2004. O ATL se tornou um marco histórico para o movimento indígena, fortalecendo a mobilização nacional e contribuindo diretamente para a criação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), em 2005.
Neste mês em que celebramos o Dia dos Povos Indígenas, reforçamos o nosso compromisso, como estudantes de medicina da Uniesamaz, com o letramento racial indígena. Aprender com os povos originários é fundamental para construirmos uma medicina mais humana, justa e antirracista.”